Na Polônia antiga, acreditava-se que certas pessoas nasciam com um destino estranho sem nunca saber disso: à noite, sem perceber, a alma delas saía do corpo pra sentar no peito de quem dormia, sufocando-o devagar. A sétima filha de uma família, ou alguém com as duas sobrancelhas unidas, podia carregar essa marca sem nenhuma culpa, vítima do próprio destino tanto quanto suas vítimas.
Espírito, muitas vezes a alma de uma mulher viva, que sai à noite para sentar sobre o peito dos dorminhocos, sufocá-los e sugar-lhes o sopro ou o sangue. Atormenta também cavalos e crianças.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Zmora ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.