Existe uma porta que ninguém atravessa duas vezes: a entrada do mundo dos mortos. E quem a guarda é um cão com várias cabeças, fome eterna e nenhuma piedade. Um único herói teve coragem de enfrentá-lo sem espada, sem escudo, só com as próprias mãos. Essa foi a última e mais impossível das doze provas de Hércules.
Cão monstruoso de múltiplas cabeças que guarda os portões do Hades, impedindo que os mortos saiam e que os vivos entrem. Sua captura, sem armas, é o décimo segundo e último trabalho de Héracles.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Cérbero ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.