Imagine olhar nos olhos de alguém e, no instante seguinte, virar pedra. Foi esse o destino de quem cruzou o caminho de Medusa, a única mortal entre três irmãs monstruosas, com cabelos feitos de serpentes vivas. Mas a história dela é mais triste do que parece: ela não nasceu monstro. E o homem que a matou levou a cabeça dela pelo resto da vida, como arma.
Górgona de cabelos de serpente cujo olhar petrifica. Das três irmãs (Esteno, Euríale e Medusa), é a única mortal; decapitada por Perseu, de seu sangue nascem Pégaso e Crisaor. Sua cabeça torna-se arma e amuleto.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Medusa ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.