Uma criatura pequena e vermelha se esconde dentro de uma figueira australiana, esperando alguém descansar embaixo dela à sombra. Quando isso acontece, ela cai sobre a vítima, drena seu sangue por ventosas nas próprias mãos, e engole a pessoa inteira. O detalhe mais arrepiante vem depois: ela regurgita a vítima, encolhida e avermelhada, repetidas vezes, até a pessoa se transformar, aos poucos, na própria criatura.
Ser pequeno, vermelho, sem dentes, de cabeça grande e boca enorme, com ventosas nas pontas dos dedos das mãos e pés. Esconde-se nas figueiras, deixa-se cair sobre quem descansa à sombra, drena-lhe o sangue pelas ventosas e depois engole a vítima inteira.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Yara-ma-yha-who ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.