Imagine um animal do tamanho de um hipopótamo com dois chifres gigantes que ele consegue girar de forma completamente independente, um pra frente pronto pra atacar, outro guardado pra trás como reserva. Essa engenhosidade fascinou tanto os artistas medievais que essa criatura acabou virando símbolo nobre na heráldica inglesa, presente até hoje em brasões de famílias reais.
Animal do tamanho de um hipopótamo (segundo Plínio), com cauda de elefante, mandíbulas de javali e dois grandes chifres que pode girar independentemente — apontando um para a frente para atacar e mantendo o outro de reserva, voltado para trás.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Yale ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.