Esculpida tocando uma árvore sagrada, fazendo-a florescer só com o toque, essa figura feminina é uma das imagens mais antigas e bonitas da escultura indiana, com mais de dois mil anos de idade. Ela representa fertilidade e fartura, mas tem um lado oculto: em certos rituais antigos, era invocada pra conceder desejos, riqueza ou amor, embora algumas dessas espíritas pudessem se tornar sedutoras perigosas demais pra quem as procurava sem cuidado.
Espíritos femininos da natureza, em geral belos e sensuais, associados às árvores, à fecundidade e à abundância. Como os yakshas, são ambivalentes: ora protetoras e doadoras de filhos e riqueza, ora sedutoras perigosas e devoradoras.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Yakshini ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.