Imagine um animal capaz de distinguir, instantaneamente, quem está mentindo e quem está dizendo a verdade. Um juiz lendário chinês usava essa criatura em julgamentos difíceis: na dúvida, soltava a besta, que avançava direto pra marrar o culpado, tornando o veredito infalível. Por séculos, o chifre dessa criatura virou símbolo da justiça incorruptível, estampado nos uniformes de juízes chineses e coreanos.
Criatura semelhante a um boi ou cabra, de pelo escuro e um único chifre na testa. Dotada do dom de discernir o certo do errado, distingue o culpado do inocente e, num julgamento, marra e fere o mentiroso ou o réu culpado.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Xiezhi ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.