Corpo de lebre, chifres de cervo, presas de javali e asas de faisão: essa quimera bávara nunca existiu de verdade, mas caçadores antigos adoravam montar espécimes falsos taxidermizados pra pregar peças em turistas crédulos. O que começou como brincadeira virou símbolo querido do folclore alemão, exposto até hoje em tavernas e museus regionais da Baviera.
Quimera taxidérmica que combina partes de animais alpinos: corpo de lebre ou esquilo, chifres de cervo, presas de javali e asas de ave (ou de faisão). Habita as florestas da Baviera e é alvo de 'caçadas' brincalhonas contadas a turistas e crédulos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Wolpertinger ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.