Na Etiópia, certos artesãos respeitados, ferreiros que forjavam ferramentas durante o dia, eram vistos com profunda desconfiança: dizia-se que à noite eles se transformavam em hienas, desenterrando cadáveres e atacando rebanhos. Essa crença reflete o lugar estranho que a hiena ocupa na cultura africana: animal noturno, comedor de carniça, com um "riso" que sempre soou perturbador demais pra ser apenas curioso.
Humano — frequentemente ferreiro, feiticeiro ou estrangeiro — que se transforma em hiena à noite para desenterrar cadáveres, atacar rebanhos e raptar pessoas. Em algumas tradições, são hienas que viram homens.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Hiena-Humana ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.