Existe um espírito que nasce do pior inverno e da pior fome que um ser humano pode sentir. Quanto mais ele come, mais faminto fica, numa fome que nunca tem fim. Pra alguns povos indígenas do norte, ele não é só um monstro: é um aviso. Quem coloca a própria ganância acima de toda a comunidade corre o risco de se transformar nessa criatura gélida e esquelética.
Espírito maligno associado ao inverno, à fome extrema e ao canibalismo. Encarna a ganância insaciável: quanto mais devora, mais faminto fica. Quem comete canibalismo ou cede à cobiça pode transformar-se em wendigo, criatura emaciada e gélida.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Wendigo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.