Uma roda de carro de boi inteira, em chamas, rola sozinha pelas estradas japonesas à noite, com o rosto torturado de um homem bem no centro dela. Olhar diretamente pra ele é um convite direto pro inferno. Diz a lenda que ele já foi um nobre tão orgulhoso do próprio carro de luxo que, ao morrer, foi condenado a vagar eternamente como a própria roda em chamas, punido pelo seu apego material extremo.
Roda de carro de boi (gissha) em chamas, com o rosto torturado de um homem no centro, que rola sozinha pelas estradas à noite; olhar diretamente para ele é convite para ser arrastado ao inferno.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Wanyūdō ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.