A palavra que usamos hoje em quase todo o mundo pra dizer "vampiro" vem diretamente desse cadáver eslavo, que se levanta da própria cova pra sugar sangue ou energia dos vivos. Curiosamente, a igreja ortodoxa acreditava que um corpo que não se decompunha normalmente, sinal de santidade no Ocidente, podia significar exatamente o oposto no leste europeu: prova de que aquela pessoa havia se tornado um desses mortos-vivos.
Cadáver eslavo que se levanta da cova para sugar o sangue ou a energia dos vivos. É o ancestral linguístico direto do 'vampiro': de upir/upyr deriva, via balcânico, o termo internacional.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Upir ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.