Um cavalo branco, indomável, com um único chifre espiralado na testa, capaz de purificar água envenenada. Diziam que nenhuma força conseguia capturá-lo, só a presença pura de uma jovem virgem. Por séculos, esse chifre foi vendido como remédio milagroso em toda a Europa, por um preço altíssimo. Só muito depois descobriram que aquilo nunca foi chifre de unicórnio, era presa de uma baleia ártica chamada narval.
Quadrúpede semelhante a um cavalo (ou cabra), com um único chifre espiralado na testa, símbolo de pureza e poder. Indomável pela força, só se deixaria capturar por uma virgem, em cujo colo repousaria.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Unicórnio ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.