Linda, feita inteiramente de água, ela vive em rios e lagos, mas carrega um problema enorme: não tem alma. A única forma de ganhar uma é se casar com um homem e ter um filho dele. O problema é que, se esse homem a trair, ela é obrigada, contra a própria vontade, a matá-lo. Essa lenda inspirou óperas, balés e até deu nome a uma doença real, em que a pessoa esquece de respirar enquanto dorme.
Elemental da água, a undina habita rios, lagos e mares. Bela e de forma humana feminina, carece de alma imortal — que só pode obter ao casar-se com um homem e dele conceber um filho; a traição do esposo lhe traz a morte ou a vingança.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Ondina ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.