Durante um eclipse solar, astecas inteiros entravam em pânico coletivo: gritos, sacrifícios urgentes, mulheres grávidas escondidas com máscaras especiais. O motivo era um medo profundo de espíritos esqueléticos femininos das estrelas, que poderiam interpretar a escuridão como vitória sobre o sol e descer pra devorar a humanidade inteira, especialmente no fim de cada ciclo de cinquenta e dois anos, quando o próprio mundo corria risco de acabar de vez.
Espíritos esqueléticos femininos associados às estrelas, que ameaçam descer à terra e devorar a humanidade durante eclipses solares ou ao fim de cada ciclo de 52 anos, quando o mundo corre risco de acabar.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Tzitzimimeh ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.