Imagine um gigante tão monstruoso que tem cem cabeças de serpente saindo dos próprios ombros, alto o suficiente pra tocar as estrelas. Ele foi a última e mais perigosa ameaça contra o próprio rei dos deuses gregos, numa batalha tão violenta que, segundo a lenda, ficou presa para sempre debaixo de um vulcão ativo. Toda vez que esse vulcão entra em erupção, dizem que é ele tentando escapar.
Gigante monstruoso, filho de Gaia e Tártaro, alto como as estrelas, com cem cabeças de serpente saindo dos ombros, olhos de fogo e vozes de toda espécie. É o pai, com Equidna, dos grandes monstros gregos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Tifão ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.