Diferente de bruxas que escolhem o mal por vontade própria, essa mulher mexicana nasce com uma condição que ela nunca pediu: precisa se alimentar de sangue de bebês, ou adoece gravemente. É uma maldição herdada, passada de mulher pra mulher numa mesma família. Comunidades inteiras de Tlaxcala desenvolveram rituais específicos de proteção infantil, cruzes de metal e alho nos berços, contra uma ameaça vista mais como tragédia hereditária do que como puro mal.
Mulher que nasce com a condição sobrenatural de transformar-se à noite em criatura voadora (frequentemente como luzes ou animal), compelida por necessidade biológica a se alimentar do sangue de bebês, sob pena de adoecer gravemente se não o fizer.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Tlahuelpuchi ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.