Um monstro com cabeça de leão, carapaça de tartaruga cheia de espinhos e cauda de serpente aterrorizava um rio inteiro na França, devorando viajantes e gado sem parar. Ninguém conseguia derrotá-lo com armas. Foi uma santa, sozinha e sem nenhuma arma na mão, quem finalmente o domou, apenas mostrando a fé. O monstro se tornou tão manso quanto um cordeiro, e uma cidade inteira ainda carrega o nome dele até hoje.
Monstro anfíbio de seis patas, com cabeça de leão, carapaça de tartaruga com espinhos, corpo escamado e cauda de serpente terminada em ferrão. Habitava o rio Ródano, devorando viajantes e gado até ser amansado por Santa Marta.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Tarasca ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.