Para o povo maori, certos rios, cavernas e enseadas da Nova Zelândia têm um guardião próprio, um ser poderoso que pode proteger uma tribo inteira ou devorar quem o desrespeita. Essa crença não é só lenda antiga: ela permanece tão viva que, ainda hoje, é formalmente reconhecida juridicamente na Nova Zelândia, influenciando decisões reais sobre o uso da terra e da água.
Entidade poderosa que habita rios fundos, lagos, cavernas e o mar, com formas que vão de serpente/dragão e enguia gigante a tubarão, lagarto ou tronco flutuante. Pode ser guardião protetor (kaitiaki) de uma tribo (iwi) ou predador perigoso que devora e afoga.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Taniwha ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.