Um gigante inteiro de bronze, forjado pelo próprio deus ferreiro, foi colocado pra circular uma ilha grega três vezes ao dia, esmagando ou afastando qualquer invasor que se aproximasse. Ele parecia indestrutível, exceto por um único detalhe minúsculo: uma veia fechada por um único prego no calcanhar. Foi exatamente ali que uma feiticeira o atacou, fazendo todo aquele poder escorrer pra fora como chumbo derretido.
Gigante de bronze forjado por Hefesto (ou Dédalo) e dado a Minos para guardar Creta. Circundava a ilha três vezes ao dia, repelindo invasores com pedras ou abraçando-os incandescente. Uma única veia, fechada por um prego no calcanhar, continha seu icór.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Talos ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.