Na Romênia do século dezoito, um pânico real se espalhou: autoridades oficiais começaram a desenterrar corpos suspeitos de voltar dos mortos pra drenar a vida dos vivos. Existem dois tipos, segundo a lenda: o que já nasce destinado a virar isso ainda em vida, e o cadáver que simplesmente se reanima na própria sepultura. Foi diretamente dessa crença que nasceu a figura moderna do vampiro que conhecemos hoje.
Morto-vivo romeno que se ergue da sepultura para drenar a vitalidade dos vivos. Distingue-se o strigoi viu (vivo, bruxo predestinado) do strigoi mort (cadáver reanimado), tronco direto da figura moderna do vampiro.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Strigoi ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.