De dia, ela é só uma velhinha comum, sem nada de especial. Mas à noite, ela arranca a própria pele, esconde num pilão de cozinha, e voa como uma bola de fogo pelo céu caribenho, em busca de sangue de quem dorme. O segredo pra derrotá-la é exatamente esse: encontrar a pele escondida e cobri-la de sal, impedindo que ela consiga vestir de volta a própria alma exposta antes do amanhecer.
Velha aparentemente comum de dia que, à noite, despe a própria pele, esconde-a num pilão ou jarro e voa como bola de fogo (daí também 'fireball') para sugar o sangue das vítimas adormecidas, deixando-lhes marcas roxas.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Soucouyant ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.