Existe um tabu tão pesado na cultura navajo que, tradicionalmente, nem o nome dessa criatura é dito em voz alta. Pra ganhar o poder de vestir a pele de um animal e assumir sua forma, lobo, coiote, urso, o praticante precisa quebrar o maior tabu possível, muitas vezes matar um parente próximo. É a perversão completa de um conhecimento sagrado, virado contra a própria comunidade que deveria proteger.
Bruxo malévolo que, ao vestir a pele de um animal, assume sua forma — lobo, coiote, urso, coruja — para causar doença, morte e desgraça. É a perversão do conhecimento ritual, voltado contra a própria comunidade.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Skin-walker ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.