Um canto tão belo e tão triste ecoa do paraíso, que quem o escuta esquece completamente de si mesmo, segue o som hipnotizado e acaba morrendo por isso. Essa criatura russa, metade ave e metade mulher, desce dos céus para cantar aos santos, mas pode acidentalmente levar mortais comuns à perdição. Ela forma um par com outra ave-mulher de canto oposto: enquanto uma traz alegria, essa aqui carrega só tristeza e arrebatamento perigoso.
Criatura de corpo de ave (geralmente coruja ou ave de rapina) e cabeça e busto de mulher, com auréola, cujo canto é tão belo e melancólico que faz o ouvinte esquecer-se de si, seguir o som e morrer. Desce do paraíso para cantar aos santos — ou para perder os mortais.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Sirin ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.