Na versão original grega, essas criaturas nem eram peixes, eram metade mulher, metade pássaro, e seu canto irresistível atraía marinheiros pra morte certa nas rochas. Um herói, avisado a tempo, tapou os ouvidos de toda a tripulação com cera e se amarrou ao próprio mastro só pra poder ouvir aquele canto sem sucumbir a ele, criando uma das imagens mais duradouras de resistência à tentação de toda a literatura ocidental.
Na concepção grega original, criatura híbrida de mulher e pássaro (não peixe, como a sereia moderna), que habita ilhas rochosas e atrai marinheiros para a morte com um canto de beleza irresistível e conhecimento proibido sobre o futuro.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Sirena Grega ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.