Segundo o Talmude, esses espíritos comem, bebem, se reproduzem e morrem como seres humanos comuns, mas têm asas e conhecem o futuro como anjos. Os rabinos antigos explicavam essa estranha mistura com uma história específica: eles teriam sido criados bem no fim do sexto dia da criação, mas Deus precisou parar antes de terminar seus corpos por causa da chegada do sábado, deixando-os incompletos para sempre.
Espíritos malignos de natureza intermediária entre o humano e o angélico. Segundo o Talmude, comem e bebem, reproduzem-se e morrem como os homens, mas têm asas e conhecem o futuro como os anjos; são invisíveis e habitam lugares ermos e impuros.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Shedim ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.