Numa praia deserta, um homem encontra uma mulher dançando à luz da lua e, ao lado dela, uma pele de foca largada na areia. Ele rouba a pele e a esconde. Sem ela, a mulher não consegue voltar ao mar, e acaba se casando com ele, tendo filhos. Mas um dia, anos depois, ela encontra a própria pele escondida, e nada no mundo consegue impedi-la de voltar pro oceano.
Foca que pode despir a própria pele para assumir forma humana em terra. Mulheres-foca de grande beleza tornam-se esposas de homens que escondem sua pele; recuperando-a, retornam irremediavelmente ao mar.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Selkie ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.