Acompanhando o deus do vinho e da festa por toda parte, esses espíritos da natureza viviam bêbados, dançando sem parar, orelhas e cauda de cavalo ou de bode. Mas existe uma versão deles bem diferente: o velho e sábio sileno, que esconde, atrás de toda aquela aparência grotesca, uma sabedoria profunda demais pra ser ignorada. Até um filósofo grego famoso usou essa figura pra explicar o que é a verdadeira sabedoria escondida.
Companheiros de Dioniso, os sátiros são espíritos masculinos da natureza, lascivos e ébrios, com orelhas e cauda equinas (na arte arcaica) ou caprinas (depois). O sileno é o sátiro velho e sábio; Sileno é o aio de Dioniso.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Sátiro ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.