Um pequeno lagarto consegue viver dentro do próprio fogo, sem nunca se queimar, alimentando-se das próprias chamas. Essa crença nasceu de uma observação real: quando lenha pegava fogo, o lagarto fugia correndo de lá de dentro, fazendo as pessoas pensarem que ele tinha nascido das chamas. Um rei francês adorou tanto essa imagem que adotou a salamandra como símbolo pessoal, com um lema que dizia: "eu me alimento e eu apago" o fogo.
Elemental do fogo, a salamandra vive nas chamas e delas se alimenta, sem se queimar. Pequeno lagarto luminoso na iconografia, é o único dos quatro elementais derivado de um animal real, ao qual a tradição atribuiu poderes ígneos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Salamandra Elemental ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.