Uma jovem morre afogada, de forma trágica e prematura, e sua alma não consegue descansar. Ela se torna um espírito das águas eslavas, bela, de cabelos longos e soltos, esperando junto a rios e lagos pra atrair quem se aproxima demais. Uma vez por ano, numa semana inteira do verão, essas almas saem da água pra dançar nos campos e balançar nas árvores, e ninguém ousava nadar ou trabalhar perto delas naqueles dias.
Espírito feminino das águas, em geral a alma de uma mulher jovem que morreu afogada ou de morte violenta ou impura, sobretudo virgens e suicidas. Aparece como bela jovem de cabelos longos e soltos junto a rios e lagos, atraindo e afogando os que se aproximam.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Rusalka ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.