Quando um raio cai e racha uma árvore ao meio, ou abre um buraco numa parede, a explicação japonesa antiga era direta: uma criatura feita de pura eletricidade caiu junto com aquele raio, e suas garras foram responsáveis pelo estrago. Tinha um aviso curioso ligado a essa lenda: nunca dormir de barriga pra cima durante uma tempestade, porque essa criatura adorava se aninhar exatamente no umbigo de quem dormia desprotegido ao ar livre.
Criatura feita de relâmpago, descrita como uma raposa, doninha, gato, texugo ou lobo de corpo elétrico, que cai à terra durante as tempestades junto com os raios. Inquieta e veloz, salta entre as árvores e pode rasgar troncos e edifícios atingidos pelo raio.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Raijū ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.