Metade homem, metade fera, com um buraco enorme no meio das próprias costas que se abre e fecha como uma boca: é ali que ele engole crianças desobedientes que captura. Essa lenda, trazida de tradições africanas pra dentro do Brasil escravista, carrega um eco arrepiante por trás dela: o trauma real do sequestro e da captura de pessoas, escondido dentro de uma simples canção de ninar.
Ser metade homem, metade fera, com um grande buraco no meio das costas que se abre e fecha como uma boca: nele engole as crianças que captura. Persegue meninos desobedientes e devora-os, abaixando a cabeça para abrir a cova dorsal.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Quibungo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.