No céu chinês, um dragão inteiro foi desenhado usando estrelas: cada constelação do leste forma uma parte do seu corpo, chifre, pescoço, coração, cauda. Quando essas estrelas subiam ao anoitecer, os agricultores sabiam: a primavera estava chegando. Esse dragão celeste guarda o leste, governa a cor azul-esverdeada, e é um dos quatro guardiões mais antigos e duradouros de toda a cosmologia chinesa.
Dragão celeste que rege o Leste, o elemento Madeira, a primavera e a cor verde-azul (qing). É o primeiro dos Quatro Símbolos, cada um guardião de um ponto cardeal e de sete das vinte e oito mansões lunares.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Qinglong ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.