Um cavalo negro de olhos de fogo aparece sozinho à noite na Irlanda, oferecendo passeios selvagens e aterrorizantes a quem ousar montá-lo. Esse espírito muda de forma o tempo todo, bode, gato, lebre, e tem uma data marcada no calendário céltico: depois de primeiro de novembro, todas as frutas silvestres não colhidas passam a pertencer só a ele, e ele as estraga de propósito como se fossem suas.
Ser feérico ambivalente que muda de forma — sobretudo cavalo negro de olhos de fogo, mas também bode, gato, lebre ou homem — e pode trazer fortuna ou desgraça. O cavalo-púca oferece passeios selvagens e aterradores a quem o monta.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Púca ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.