No calor escaldante do meio-dia de verão, uma mulher de branco aparece nos campos eslavos, portando uma foice, e faz uma pergunta difícil pra quem ainda está trabalhando sob o sol. Se você errar a resposta, ou ficar distraído demais, ela decepa sua cabeça ali mesmo. Essa lenda existia por um motivo prático: forçar camponeses a descansarem na hora mais perigosa do dia, quando o sol forte demais já era ameaça suficiente por si só.
Espírito feminino que aparece nos campos no calor escaldante do meio-dia de verão, geralmente como mulher de branco (ou velha, ou jovem) portando uma foice ou tesoura. Ataca os camponeses que trabalham sem descansar na hora proibida, causando insolação, dores e morte.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Poludnitsa ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.