Uma serpente alada surge voando no escuro, e antes mesmo de atacar, solta um assobio agudo que gela o sangue de quem ouve. Seu olhar consegue paralisar qualquer vítima na hora, antes de sugar todo o seu sangue. Para o povo mapuche, só uma pessoa no mundo tinha poder suficiente pra enfrentá-la: a machi, a xamã curandeira, guardiã contra a magia mais sombria que existia.
Serpente alada e voadora capaz de mudar de forma, que ataca animais e pessoas para sugar-lhes o sangue. Sua mirada pode paralisar a vítima, e seu assobio agudo precede o ataque. É associado às forças malignas e à feitiçaria.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Peuchen ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.