Linda, alada, brilhante: essa criatura parece um anjo perfeito à primeira vista. Mas a tradição mais antiga conta uma história bem diferente, ela é descendente de anjos caídos, presa entre o bem e o mal, exilada do paraíso por uma falta antiga que nunca conseguiu apagar. Por séculos, ela vagou pela poesia persa como símbolo da beleza inatingível, da alma eternamente em busca da redenção.
Ser feérico de extraordinária beleza, alado e luminoso, geralmente feminino, descendente de anjos caídos e por isso situado entre o bem e o mal. Na tradição posterior, torna-se espírito benévolo e gracioso, imagem da perfeição etérea.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Peri ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.