Um peixe gigante se transforma de repente numa ave de proporções tão inconcebíveis que, quando abre as asas, cobre o céu inteiro como se fossem nuvens. Ela voa quarenta e cinco mil quilômetros sem parar, rumo ao mar do sul. Um filósofo chinês antigo usou essa imagem impossível pra ensinar uma lição simples: criaturas pequenas riem da jornada dela só porque não conseguem imaginar nada além da própria experiência limitada.
Ave de proporções inconcebíveis, transformação do peixe-gigante Kun, cujas asas, ao se abrirem, cobrem o céu como nuvens; voa noventa mil li (~45.000 km) para o Mar Sul, erguendo-se em redemoinhos de vento.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Peng ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.