Antes dos vampiros elegantes e sedutores do cinema, existiu uma imagem muito mais aterrorizante: uma criatura cadavérica, de orelhas pontudas e dedos compridos como garras, cuja própria sombra matava quem ela tocasse. Essa imagem nasceu de um filme alemão que mudou pra sempre roupas, nome e cenário só pra escapar de um processo judicial. E mesmo assim se tornou eterna.
Morto-vivo que se alimenta do sangue dos vivos, ligado ao conde Orlok do filme de Murnau: figura cadavérica, de orelhas pontudas, dentes de roedor e dedos longos, cuja presença espalha peste e cuja sombra mata.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Nosferatu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.