No fundo do universo nórdico, sob as raízes da árvore que sustenta todos os nove mundos, vive um dragão que nunca para de roer. Ele mastiga a própria estrutura da realidade, devagar, incessantemente, devorando até os corpos dos mortos que chegam até ali. No alto da mesma árvore mora uma águia, e os dois trocam insultos por meio de um esquilo mensageiro que corre pelo tronco inteiro.
Dragão ou serpente que vive sob a árvore cósmica Yggdrasil, em Niflheim, roendo incessantemente uma de suas raízes. Devora também os corpos dos mortos e troca insultos, por meio do esquilo Ratatosk, com a águia no topo da árvore.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Níðhöggr ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.