Já no século catorze, um escritor japonês registrava o medo de que gatos velhos demais se transformassem em algo perigoso, capaz de devorar pessoas. Essa criatura existe em duas versões: uma fera gigante das montanhas que caça humanos, e uma versão doméstica, que controla os mortos e faz cadáveres dançarem por puro capricho. O sinal mais claro de que um gato chegou a esse nível é simples: ele ganha uma segunda cauda.
Forma avançada e mais poderosa do gato sobrenatural: ao envelhecer muito, o gato ganha uma segunda cauda (nekomata, 'gato de cauda dividida'). Existe em duas variedades: o doméstico, evoluído do bakeneko, e o selvagem, uma fera gigante das montanhas.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Nekomata ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.