Imagine uma serpente gigante tão poderosa que sustenta o universo inteiro nas costas, ou uma cobra tão grande que é usada como corda para mexer o oceano e criar o mundo. Essas criaturas guardam tesouros, controlam a chuva e protegem fontes sagradas, ainda hoje, em templos espalhados pela Ásia inteira. Elas podem ser perigosas ou protetoras, e às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.
Seres serpentinos semidivinos, frequentemente representados como grandes cobras (naja) ou como híbridos humano-serpente. Guardam tesouros e águas, habitam o mundo subterrâneo (Patala) e controlam chuvas e fertilidade.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Nāga ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.