Um dragão-serpente com chifre, patas de leão na frente e de águia atrás servia como montaria sagrada dos maiores deuses da Babilônia antiga. Ele nasceu como monstro de guerra, criado pelo próprio caos primordial pra lutar contra os deuses jovens. Mas depois de derrotado, virou exatamente o oposto: símbolo de soberania, esculpido em fileiras inteiras na porta mais famosa da cidade de Babilônia.
Dragão-serpente (mušḫuššu, 'serpente furiosa') de corpo escamado, pescoço e cauda de cobra, cabeça com língua bífida e chifre, patas dianteiras de felino e traseiras de ave de rapina. É a montaria e o emblema de deuses babilônicos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Mušḫuššu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.