Toda noite de quinta pra sexta-feira, uma mula fantasmagórica galopa solta pelas estradas, soltando fogo pelo pescoço onde deveria estar a cabeça. Essa lenda esconde uma punição bem específica: ela é a forma amaldiçoada de uma mulher que se envolveu com um padre, condenada por um pecado que a tradição católica antiga considerava imperdoável.
Mula fantasmagórica e fogosa, sem cabeça (ou com chamas no lugar dela), que galopa pelas noites de quinta para sexta soltando fogo pelo pescoço e relinchos terríveis. É a forma amaldiçoada de uma mulher que se envolveu amorosamente com um padre.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Mula-sem-cabeça ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.