Perto de fontes, poços e castelos em ruínas de Portugal e Espanha, lendas locais descrevem uma mulher de beleza extraordinária, penteando os cabelos longos enquanto guarda tesouros enterrados. Essa figura mistura memória histórica real, a expulsão dos mouros durante a Reconquista, com antigos espíritos da água e da terra de antes do cristianismo, transformando trauma histórico numa lenda de beleza encantada e riqueza esperando por redenção.
Mulher encantada de extraordinária beleza, frequentemente vista penteando longos cabelos dourados ou negros próximo a fontes, poços, castelos em ruínas ou grutas, guardiã de tesouros enterrados que só podem ser libertados através de um ritual específico de desencantamento.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Moura Encantada ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.