Existe uma palavra que usamos todos os dias sem perceber sua origem sombria: pesadelo. Ela vem direto de uma entidade nórdica feminina que "cavalga" o peito de quem dorme, comprimindo-o até quase sufocar. Ela também cavalgava cavalos de verdade à noite, deixando-os suados e exaustos pela manhã, e emaranhava cabelos em nós impossíveis de desfazer, prova física, para muitos, de que ela tinha estado ali.
Entidade feminina que cavalga o peito do adormecido, comprimindo-o até o sufocamento e os maus sonhos. Pode 'cavalgar' também cavalos (deixando-os suados ao amanhecer) e emaranhar cabelos em nós (mare-locks).
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Mare ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.