Um urro aterrorizante ecoa pela floresta amazônica, vindo de um ser enorme, peludo, com um cheiro tão forte que dá pra sentir antes mesmo de ver. Diz a lenda que ele só ataca caçadores gananciosos, que matam mais do que precisam. Cientistas chegaram a se perguntar se essa criatura seria uma memória ancestral de uma preguiça-gigante, extinta há milhares de anos, guardada na tradição oral indígena.
Ser monstruoso e gigantesco, coberto de pelos longos e avermelhados, com garras poderosas. Tradicionalmente descrito com uma só perna ou com uma boca no meio do ventre, exala um odor fétido e insuportável e solta urros assustadores.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Mapinguari ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.