À noite, uma mulher se separa em duas: a parte de cima ganha asas de morcego e voa em busca de presas, enquanto a parte de baixo fica parada e abandonada no chão. Ela usa uma língua longa e afiada pra sugar o sangue de grávidas adormecidas. Existe um único jeito de impedi-la de se reunir antes do amanhecer: cobrir a metade deixada para trás com sal ou alho, condenando-a pra sempre.
Mulher que, à noite, separa o corpo na altura da cintura: a metade superior, alada como morcego, voa em busca de presas, deixando a metade inferior plantada no chão. Suga, com língua longa e afiada, o sangue e as vísceras de grávidas e seus fetos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Manananggal ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.