Cabeça de pássaro, corpo humano, cauda de peixe: essa figura maori une visualmente os três domínios cósmicos, céu, terra e mar, numa única criatura mensageira entre o mundo dos vivos e o reino espiritual dos deuses e ancestrais. Entalhadores tradicionais consideravam criar essa imagem um ato espiritualmente significativo, e ela ainda hoje guarda entradas de casas de reunião e canoas cerimoniais por toda a Nova Zelândia.
Figura mitológica híbrida com cabeça de pássaro, corpo humano e cauda de peixe, considerada mensageira entre o reino dos vivos e o reino espiritual dos deuses e ancestrais; atua como guardiã contra forças malignas e equilibradora cósmica entre terra, mar e céu.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Manaia ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.