Cabeça de crocodilo, tromba de elefante, corpo de peixe: essa criatura híbrida das águas aparece esculpida em portões de templos por toda a Ásia, vomitando guirlandas, água ou seres sagrados pela boca enorme. Ela carrega a deusa dos rios e dá nome a um signo inteiro do zodíaco hindu. Em quase todo templo antigo do continente, ela guarda a entrada, protegendo o limiar entre o mundo comum e o sagrado.
Ser marinho híbrido que combina partes de vários animais — em geral cabeça e mandíbulas de crocodilo, tromba ou focinho de elefante, corpo de peixe ou de serpente e, por vezes, patas e cauda de outros animais. Habita rios e mares.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Makara ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.